Inauguração oficial da Campus Party tem Gilberto Gil, Kassab e bateria de carnaval

Ministro da Cultura defendeu software livre e expansão da banda larga.
Cerimônia também homenageou pioneiros da web brasileira.
Gilberto Gil defendeu o software livre durante o evento.
“É preciso ‘banda-alargar’ o Brasil?. Com essa frase, o ministro da Cultura Gilberto Gil marcou sua participação “surpresa? no primeiro dia da Campus Party Brasil, depois de concentrar a atenção de fotógrafos, participar da apresentação da dupla espanhola Reac Table e defender o software livre e a regulação (democrática) da web.

Gil subiu ao palco ao lado dos organizadores Marcelo Branco e Sérgio Amadeu para a inauguração oficial da Campus Party por volta das 23h da segunda-feira (11). Com a presença do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, foi apresentado um vídeo que reproduzia o hino nacional brasileiro tocado em ritmos regionais.
Na sequência, o publico conheceu a Reac Table, um inovador instrumento musical que reproduz sons a partir da movimentação de objetos sobre uma mesa digital. Durante o show, Gil pegou o microfone e “compartilhou? o som com os dois musicos que operavam a mesa, cantando entre os efeitos eletrônicos trechos de “Baião?, de Luís Gonzaga. As batidas foram acompanhadas pela bateria da escola da samba Nenê de Vila Matilde.
Depois do show, Gil fez um discurso no qual defendeu a expansão da internet no Brasil, “com o apoio do governo?, o uso de software livre e a regulamentação da web – de maneira “transparente e democrática?. Ele lembrou o carnaval brasileiro e mandou sua mensagem aos “campuseros?: “Isso aqui é para ser a continuação do nosso carnaval?, referindo-se ao evento que vai até o dia 17.
O prefeito Gilberto Kassab elogiou o evento.
O prefeito Gilberto Kassab disse esperar que esse seja o primeiro de muitos eventos. Trata-se da primeira edição do Campus Party fora da Espanha, país que criou a feira há 11 anos.
Depois da homenagem a ícones da internet brasileira como Ivan de Moura Campos e Oscar Sala, o robô Quasi foi levado ao palco para iniciar a contagem regressiva que daria início oficial ao evento – quando os monitores dos computadores foram novamente ligados na grande lan house montada no segundo andar do prédio da Bienal. A bateria da Nenê de Vila Matilde encerrou a cerimônia, levando os participantes a sambar pela Bienal.
Dúvidas e surpresas
Na apresentação oficial do evento à imprensa na tarde da segunda-feira (11), o diretor Marcelo Branco disse que a resposta do público brasileiro solucionou duas dúvidas da organização: se os brasileiros iriam acampar na Bienal e se levariam seus computadores. Segundo Marcelo, 80% dos 3.300 inscritos optaram por acampar, e os problemas de segurança da cidade de São Paulo pareceram não intimidar jogadores que se deslocaram com desktops, monitores e outras peças de valor. “O Brasil mostrou que tem espírito ‘campusero’ como a Espanha?, disse.

Campus Party tem até samba com a participação de Nenê de Vila Matilde.
O diretor-geral da Campus Party Brasil, porém, pediu desculpas pelos atrasos na fila de cadastramento dos inscritos. “Não quero minimizar as críticas, e o que aconteceu foi que não conseguimos atender as pessoas com a velocidade necessária?. Segundo estimativas da organização, as filas duraram quatro horas desde que o credenciamento começou, ao meio-dia.
O diretor de conteúdo da Campus Party, Sérgio Amadeu, esclareceu o cancelamento das competições de “Everquest? e “Counter-Strike?, inicialmente previstas na programação do evento. Como os jogos tiveram venda e distribuição proibidas por decisão judicial no Brasil, a Campus Party decidiu cancelar as atividades com os jogos. No final da noite de segunda (11), porém, “campuseros? jogavam “Counter-Strike? em seus computadores. Em vez de usar a conexão oficial do evento, eles se conectavam via internet sem fio.
(Foto: Renato Bueno/G1)





só uma coisa: “apresentação da dupla espanhola Reac Table”
hahahaha, DUPLA ESPANHOLA? reactable é um instrumento.
karen crunni — quarta-feira, 13 fevereiro 2008 @ 1:52 pm