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Para desenvolvedores e empreendedores: Geek Economy

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Talvez você não esteja familiarizado com o termo, mas a “Geek Economy” está fazendo o maior buzz nas mídias sociais. Nenhuma novidade aí, afinal, gerar repercussão é justamente uma premissa desta nova forma de ganhar dinheiro ligada ao universo de APPs e APIs, onde há, de um lado, desenvolvedores e, de outros, ecossistemas onde seus produtos são distribuídos

Na prática a ideia é mais ou menos assim: o desenvolvedor faz um aplicativo, sobe e divulga em alguma plataforma e, se for bacana e as pessoas gostarem, ele acabará vendendo o produto. Mas, não é tão simples! Na Geek Economy, assim como em outros modelos, este produto deve ser bom. O geek desenvolve apps bacanas e as plataformas cuidam de todo o resto,  assim o  “marketing / comunicação” fica muito menos relevante do que era nos modelos tradicionais de negócio.

Interessado? A palestra “Geek Economy” vai promover uma discussão sobre oportunidades, desafios, cases e como agir.  Entre os palestrantes, só gente com muito expertise na área. É o caso de Marco Gomes, fundador da boo-box, a primeira empresa brasileira de tecnologia de publicidade e mídias sociais. Marco tem apenas 25 anos e já é referência entre os empreendedores da internet brasileira. Além dele, Bob Wollheim também vai contar um pouco sobre sua experiência como empreendedor serial, sócio fundador da Sixpix Content, autor do livro Empreender Não é Brincadeira! (Ed. Elsevier). Para completar o trio, Stelleo Tolda, COO do MercadoLivre, empresa de tecnologia líder no comércio eletrônico na América Latina.

Se você é desenvolvedor, tem boas ideias mas não sabe bem como capitalizá-las, não perca os conselhos desses craques.

De partículas cósmicas a objetos celestes: veja tudo com aparelhos simples que você mesmo pode construir!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Não faltarão atrações para os apaixonados por astronomia na Campus Party Brasil 2012. Que tal “visualizar” partículas de raios cósmicos usando uma atmosfera supersaturada de álcool? Isso é possível através de um dispositivo muito simples: a Câmara de Wilson. Também conhecida como Câmara de Nuvens, o equipamento foi inventado há muito tempo, mais precisamente em 1897. O responsável? Charles Thomson Rees Wilson, que acabou recebendo o Prêmio Nobel pelo feito.

Quem quiser aprender mais sobre o invento e, de quebra, testá-lo na prática, já pode ir se preparando. Este ano os campuseiros poderão aprender a construir sua própria câmara com material barato e acessível para ver rastros de partículas de raios cósmicos que nos atravessam o tempo todo. A Oficina “Construção da Câmara de Wilson” será ministrada pelo físico Dulcidio Braz Junior, professor pioneiro no ensino de Física moderna para jovens estudantes do ensino médio e início do curso superior. Ele também autor do blog Física na Veia!.

Outra atração que fará os campuseiros colocarem a mão na massa é a oficina “Construção de uma Luneta a baixo custo”. Para quem mira seu foco nas estrelas, esta é uma boa dica na Campus Party!

A oficina vai ensinar a construir uma luneta a baixo custo, além de trazer um apanhado geral sobre os principais objetos celestes observados com o instrumento. O oficineiro responsável é Marcos Rogerio Calil, doutorando em História da Ciência pela PUC-SP, além de consultor de Astronomia do Grupo Climatempo, professor de Astronomia das Faculdades Oswaldo Cruz e autor do livro “Uma Aventura no Espaço”.

Pronto para construir seus próprios equipamentos?

Robóticos e atléticos

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Aquela ideia de que robôs são feitos para cumprir tarefas enfadonhas e funcionais é coisa do passado. Os robôs de hoje se “divertem” e até lutam! E não estamos falando somente em jogos de xadrez. Na verdade, robôs que participam de atividades esportivas foram criados para promover robótica, ciência e tecnologia,  além de atrair a atenção das crianças. Enfim, são mais uma ferramenta de pesquisa e educação em inteligências artificiais. Nada melhor do que aprender se divertindo, não?

O sumô de robôs, que, por sinal, acontecerá na Área de Robótica da Campus Party Brasil, foi criado no Japão, obviamente, e pode ser competido por criações autônomas ou comandadas por controle remoto. Atualmente existem campeonatos internacionais, com regulamento prevendo tamanho de ringues e regras para a luta. O objetivo é empurrar o robô adversário para fora do ringue, e o primeiro que sair perde. Os robôs podem ser feitos de diversos materiais, inclusive peças de Lego, e os campeonatos geralmente são abertos ao público: amigos e familiares dos competidores são bem vindos para engrossar o coro da torcida!

Outra competição que promete empolgar os campuseiros no Anhembi é o futebol de robôs. Como o sumô, o futebol de robôs tem regras próprias, parecidas com as do futebol, porém, com algumas adaptações. O RoboCup é uma competição internacional, que ocorre anualmente, e é composta por duas atividades essenciais: as competições e o simpósio. Durante o simpósio, os trabalhos científicos são apresentados e discutidos, e os competidores têm a obrigação de apresentar as soluções desenvolvidas e disponibilizar seus trabalhos. A primeira edição foi realizada em 1997, também no Japão.

Competições de robôs não poderiam ficar de fora do maior evento tecnológico da atualidade. Escolha seu time e venha torcer!

Android e iOS, aplicações nativas e a disputa pelo mercado

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A rivalidade entre os sistemas operacionais para smartphones Android e iOS tem sido uma rica fonte de novidades e vantagens para os usuários. Assim sendo, nesta disputa acirrada, quem ganha mesmo é o consumidor, e cada vez que uma destas plataformas lança uma nova versão, um passo é dado à frente do rival.

É claro que um tema tão intrigante e atual não ficaria de fora da programação da Campus Party Brasil 2012. A oficina “Aplicações Nativas para iOS e Android Utilizando Tecnologia Web” vai abordar este e outros assuntos na Área Desenvolvimento.

Briga de peixe grande

Apesar das semelhanças, Android e iOS têm algumas diferenças fundamentais entre si. Mas quais seriam elas?

Com uma interface amigável e intuitiva, o iOS apresenta maior maturidade, estabilidade, serviços de armazenamento na nuvem, e compatibilidade com um número maior de aparelhos (notebooks, smartphones, tablets). Porém, a instalação dos aplicativos ainda depende da disponibilidade da Appstore, a necessidade da instalação do iTunes e a obrigatoriedade do uso de aplicações nativas do sistema (estas mesmas que serão mostradas na atividade citada acima).

Com uma interface que não fica muito atrás do seu principal competidor, o Android, por possuir um sistema aberto, permite a instalação de aplicativos não somente provenientes do Android Market. Além disso, conta com a integração dos principais serviços do gigante Google. Somam-se a estas qualidades a possibilidade de personalização de alguns aspectos do sistema e uso do mesmo em vários fabricantes de smartphones.

Algumas das desvantagens, porém, incluem a sincronização apenas em PCs, a escolha de aplicativos somente pelo smartphone (o que limita a instalação destes ao tamanho da memória interna do aparelho – 256 ou 512 MB) e a qualidade duvidosa das fotografias (aparentemente devido ao sistema).  Além disso, a segurança do aparelho tem sido constantemente colocada à prova por crackers.

Bom… ainda não conseguiu escolher que sistema de adapta melhor às suas necessidades? Tudo bem, a gente também. Por isso, o melhor é não perder nenhum vírgula sobre este tema na Campus Party Brasil 2012!

Independência ou morte: indústria dos jogos eletrônicos vive nova era

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Embora o amadorismo ainda resista, já faz algum tempo que games produzidos por empresas independentes deixaram de ser sinônimo de baixa qualidade. Aliás, muito pelo contrário: jogos eletrônicos criados por uma pessoa, ou mesmo por uma pequena equipe com recursos reduzidos, mas que frequentemente focam em inovação e no apoio mútuo, cada vez mais assumem o papel de protagonistas na distribuição digital. E a cena indie dos games vem ganhando espaço com produções de qualidade impressionante.

Entre os grandes responsáveis pelo crescimento deste mercado alternativo estão os novos métodos de distribuição online e as ferramentas de desenvolvimento modernas. Assim como acontece em outras indústrias independentes, a distribuição de jogos está migrando para a internet. Para desenvolvedores, o marketing online é muito mais lucrativo, além de prontamente disponível. Agora, até mesmo os jogadores ocasionais começam a descobrir os indie games através das mídias sociais.

Um case bem sucedido é o da empresa Ace Team, que produziu o game Zeno Clash, elencado pela revista PC Gamer como um dos 100 melhores jogos já criados. Além disso, a mesma Ace Team é responsável pelo Rock Ages, premiado como Jogo Mais Original de 2011 pela Insider Game Awards, seleção organizada pelo site Machinima.com. Na disputa, estavam nomes de peso, como o blockbuster L.A. Noire, da gigante Rockstar. Isso para não citar outros jogos muito bem sucedidos, como Braid, World of Goo e Minecraft.

Quer saber mais? Na Campus Party 2012 você poderá ficar por dentro de tudo que rola na cena independente dos games. A palestra “Indie Games” já está confirmada na Área de Jogos e, em breve, divulgaremos mais detalhes sobre ela.

“Debatidão” na Campus: a pirataria e o funk carioca

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Influenciado pelo electro alemão, e também pelo rap americano, o funk carioca já está enraizado na cultura popular do Rio de Janeiro e, por que não dizer, do Brasil. O ritmo das favelas cariocas está cada vez mais presente no asfalto e vem ensaiando ousadias musicais.

O estilo é totalmente baseado em sampling e suas músicas vem sendo amplamente distribuídas na internet e nas redes sociais. Sob este aspecto, o debate “Bonde do Sample: a pirataria e a cultura do remix no funk carioca“, dará espaço para a discussão  sobre como um dos maiores mercados musicais do país é totalmente baseado na pirataria.

DJ Sany Pitbull, DJ e produtor reconhecido no Brasil e no exterior como autoridade em funk carioca é um dos debatedores. Sobre ele, vale lembrar as palavras do sociólogo Hermano Vianna: “Um tiroteio sonoro como o funk carioca nunca ouviu. É mesmo algo totalmente novo no gênero, que amadureceu esse tempo todo na cabeça e no sampler do DJ Sany Pitbull”.

Completando o duo estará Giovanna Avino, ou melhor, Mc Gi. Musa do eletrofunk, ela é uma das Mc’s com mais destaque na cena atual, tendo feito parcerias com Edu K, Chernobyl South Rakkas Crew, Pristine Blusters e com o BloodShake (R.I.P.).

Sample e share na berlinda!

Realidade ou ficção? A linha cada vez mais tênue entre a verdade e a fantasia

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Robôs, aliens, seres que mudam de forma, viagens intergalácticas, relatos de final dos tempos e do mundo,… Temas tão presentes no cinema e na literatura de ficção científica, mas até que ponto podem ser encontrados ou realizáveis na chamada “vida real”? A barreira que separa a ficção da realidade pode ser bastante pequena.

Um exemplo: o físico Michio Kaku – de presença confirmada na próxima edição da Campus Party Brasil -, um dos autores da Teoria dos Campos de Corda, afirmou que a Capa da Invisibilidade do Harry Potter não só será possível em questão de alguns anos, mas que pesquisadores recentemente fizeram descobertas que avançaram naquela direção.

O conceito envolve os chamados metamateriais, que possuem propriedades que fazem com que a luz que incide sobre um objeto seja desviada para caminhos alternativos, dando a impressão de que o objeto não se encontra onde de fato está.

Dulcídio Braz Júnior, professor de Física e autor do blog “Física na Veia!” vai abordar o tema e explicar por quê a ciência pode ser ainda mais espetacular que a ficção na palestra “Ficção Científica e Ciência”, dentro da programação da Área de Astronomia e Espaço.

Invísivel a olho nu, mas carregada de dados

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Assunto corriqueiro nas atuais rodas de bate papo sobre tecnologia, a computação em nuvem (do inglês, cloud computing) nada mais é do que a utilização da memória e capacidade de armazenamento e cálculo de computadores e servidores compartilhados e interligados através da internet.

O tema não poderia ficar de fora da programação da Campus Party 2012. Por isso, para saber mais sobre o assunto e conhecer as opções que podem melhor atender as suas necessidades, recomendamos a palestra “Introdução ao Cloud Computing e as soluções do Mercado”. A atividade ocorrerá na Área de Desenvolvimento sob o comando de Daniel Cukier, que trabalha com a criação de softwares há mais de 15 anos.

Como funciona?

Ainda em processo de adoção por parte do mercado, este armazenamento é feito de maneira a permitir o acesso a dados de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora, dispensando a instalação de programas. O acesso aos dados é remoto, sendo possível através da internet e está, aos poucos, saindo dos laboratórios e chegando às empresas.

Agora, o próximo passo são os computadores domésticos, e alguns gigantes da informática, como IBM, Google e Microsoft, já estão trabalhando na iniciativa. E você? Está preparado para a nuvem?

O grande negócio é reunir a galera

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Traduzido literalmente como “Financiamento pela Multidão”, o crowdfunding é, na verdade, um modelo de financiamento coletivo. A ideia é democratizar o patrocínio de iniciativas, geralmente culturais ou tecnológicas, criando cotas de valores mais razoáveis para engajar o público em geral no financiamento de projetos.

Ao invés de instituir cotas de patrocínio de altos valores, o crowdfunding sugere valores mais acessíveis, que podem ser bancados por familiares e amigos dos encabeçadores dos projetos, e também por pessoas que simpatizem e se identifiquem com ele. Em troca, os “patrocinadores” recebem uma contrapartida, que varia de acordo com o tipo de projeto.

No cinema, por exemplo, a contrapartida pode ser um link dando ao patrocinador o direito de fazer download do filme antes da estreia oficial, ou até um DVD oficial do filme. A contrapartida muda conforme o valor da cota: quanto mais alta, mais benefícios terá o patrocinador.  A internet também tem se mostrado uma peça chave neste processo por conta do seu alcance e pela possibilidade de pagamentos online.

O crowdfunding tem sido utilizado há algum tempo. Inicialmente, servia para causas sociais e de caridade, mas logo começou a ser percebido como uma alternativa para o financiamento de projetos artísticos. Em 1997, a banda britânica Marillion (foto acima) realizou um tour pelos Estados Unidos inteiramente financiado por fãs, seguindo uma campanha iniciada na internet.

Já no mundo cinematográfico, os franceses foram os pioneiros: de 2004 a 2009, os empresários e produtores Benjamin Pommeraud e Guillaume Colboc levantaram 900 mil libras (cerca de R$ 2,6 milhões) para cobrir as despesas de produção e promoção do filme “The Age of Stupid”, da diretora britânica Franny Armstrong.

Hoje já encontramos iniciativas até para jornalismo online, caso da plataforma Spot.us, onde os patrocinadores podem propor temas de seu interesse a profissionais interessados em produzir uma reportagem. Quanto a projetos culturais, há o Catarse, grupo brasileiro que reúne projetos em áreas como música, artes e cinema em busca de patrocínio.

A Campus Party Brasil, é claro, jamais deixaria este assunto passar em branco. Por isso, entre algumas das atividades programadas sobre o tema, está uma chamada “Crowdfunding: o fã é o novo investidor“. Ela acontecerá na Área de Música e já tem confirmadas as participações de Bruno Natal, um dos criadores do site Queremos, e Fernando Jardim, sócio-fundador da rede social e produtora musical Melody Box. Imperdível!

A nova fotografia tem cara de velha

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Primeiro a fotografia era analógica. Depois ela evoluiu para o digital (e todos nós comemoramos!). Agora, vem surgindo um movimento de volta às origens, com o digital se apropriando de características analógicas.

Seguindo essa onda, a Lomografia deu status hype às antigas toy cameras e seus efeitos inesperados. Essas novas imagens transformaram cenários até então comuns, ampliando o foco de detalhes que em outras situações passariam despercebidos. Misteriosas vinhetas, vazamentos, grãos lo-fi, borrões e um curioso equilíbrio entre contraste e saturação compõem a Lomografia, inspirando aplicativos. Isso mesmo! A fotografia analógica foi carinhosamente adotada pela nova geração que também não deixa de capturar o mundo pelas lentes do celular. Aplicativos como o Instagram, que misturam filtros para fotos com recursos de rede social, viraram febre até para o mais amador dos fotógrafos.

Na Campus Party, essa tendência terá espaço em uma discussão sobre os caminhos da fotografia na era do digital. A mesa redonda Fotografia 2.0: o novo velho novo terá a participação de Ricky Arruda, fotógrafo que tramita desde o clássico preto e branco até as experimentações lomográficas ou iPhonicas e Bruno Siqueira, designer gráfico responsável pela implementação e abertura da primeira Lomography Gallery Store em São Paulo.

Uma ótima pedida para quem não perde a chance de registrar bons momentos.